Mascotes do Dia: Niños Pequeninos...

sexta-feira, agosto 19, 2011

Como diria a Hebe eles são uma gracinha...



Bichón Frisé
Características físicas: Aparência viva, alegre, comunicativo, mede de 24 a 30 cm de cernelha, sendo preferidos sempre os exemplares menores. Cabeça arredondada, orelhas caídas, olhos, trufas e lábios escuros. Só existem com pelagem branca, mas a pele pode ter salpicos ou pintas pretas. Seu pêlo é frisado, mas denso e armado. É uma raça muito forte, adoecendo raramente. Muito glutão.
Comportamento: Cão alegre e comunicativo, não gosta de ficar sozinho, superinteligente, chega a participar de brincadeiras de crianças. É um ótimo cão de companhia, servindo de compania também para pessoas idosas.


Cuidados especiais: Escovação semanal e banhos.


Boston Terrier 
Características físicas: Pêlo curto, orelhas longas e triangulares, olhos redondos e proeminentes, tornando sua expressão inteligente e alerta.
Cabeça quadrada e proporcional ao corpo, focinho curto com os lábios cobrindo os dentes quando a boca estiver fechada; cauda curta, de inserção baixa, em formato de saca-rolhas ou reta, corpo compacto e musculoso, sendo que as fêmeas são menores que os machos.
Porte: existem três portes: leves (com menos de 6,8 kg), médios (entre 6,8 e 9,1 kg) e pesados (com 9,1 a 11,5 kg).
Comportamento: Meigo, dócil, curioso, ativo, corajoso e inteligente. Por estas características, estes cães são ótimas companhias, inclusive numa casa onde existam crianças ou idosos. Cores: tigrado ou preto, ambos com marcações em branco.
Particularidades: Em função do focinho curto, é comum a emissão de ruídos, também se cansam facilmente após os exercícios. deve-se ter alguns cuidados e evitar muita exposição ao sol, bem como ao calor ou frio excessivos.


Cavalier King Charles Spaniel


Características físicas: Apresentam grandes olhos redondos, marrom-escuros, que dão a expressão meiga, característica da raça. A pelagem é muito macia, de médio comprimento, com franjas longas em orelhas, patas, abdômen e cauda. É um cão pequeno, pesando entre 5,8 kg a 8,1 kg. Quatro cores são aceitas: branco e castanho (oficialmente chamada de Blenheim), tricolor, castanho (Ruby) e preto e canela (Black and Tan).
Comportamento: Cão extremamente dócil e carinhoso, gosta de colo e de contato físico. Aprende com facilidade, gosta de agility, é muito adaptável, tanto em apartamentos pequenos quanto em grandes espaços. O importante para ele é a presença humana. Não é capaz de se adaptar em quintais; é um cão exclusivamente de dentro de casa. Gosta de crianças, idosos e outros animais.
Particularidades: Adora acompanhar o dono. É um ótimo companheiro de viagem.
Cuidados especiais: Manutenção da pelagem, escovação diária (principalmente na época das trocas de pêlos) e banhos semanais ou quinzenais.


Chihuahua
Características físicas: Pêlo curto: pelagem lisa e lustrosa; pêlo longo: levemente ondulado (resultado do cruzamento de Chihuahua de pêlo curto com Yorkshire Terriers e Papillons). As cores mais comuns são: o fulvo, do palha ao castanho, o azul do aço ao prateado, muitas vezes, em combinações. Única raça que todas as cores são permitidas.
Comportamento: Apega-se muito às pessoas com quem convive, seguindo-as o tempo todo quando possível. É realmente um fiel companheiro. Sente enorme amor pelo seu dono e fica extremamente feliz ao estar ao seu lado ou no seu colo, protegendo-o de qualquer perigo.
Particularidades: Ideal para apartamentos, ele não tem odor e aprende a fazer xixi e defecar em jornais. Excelente guardião, alertando o dono mediante qualquer barulho ou movimento estranhos. Adora brincar e tomar banhos de sol.
Cuidados especiais: Escovação semanal e banhos.


Dachshund
Características físicas: São cães de patas curtas e compridos de corpo. Nas pelagens há a curta - rente ao corpo - e a longa - com franjas nas orelhas. Podem ter várias cores: marrom nas mais diversas tonalidades, mas preferivelmente a vermelha, a preta e os arlequins.
Comportamento: Ótimos
companheiros, perseverantes e rápidos. Têm ótimo faro e gostam de um passeio e uma corrida, embora não pareça.
Particularidades: Se não fizerem exercícios ou não houver controle na alimentação, há têm tendência à obesidade. Necessitam de cuidados para não desenvolver a agressividade, pois embora sejam pequenos, têm uma mordida fortíssima, já que são animais com aptidões para caça.
Cuidados especiais: Têm um ponto fraco que é a coluna longa, no seu manuseio diário, devem ser evitados esforços que prejudiquem esta região. Na criação é preciso muito cuidado para que os exemplares tenham uma linha superior o mais reta possível.


Griffon de Bruxelas


Características físicas: Cão de pequeno porte, de pêlo duro, tem uma expressão única quase humana, muito elegante e de movimentos dóceis. Indicado para crianças e adultos. Apresenta-se nas cores: o de Bruxelas unicamente na cor vermelha. Existem variações da raça como o Griffon Belga, que é de cor preta e preta com castanho; e o Brabancon, que tem pêlo curto na cor vermelha. O favorito continua sendo o Griffon de Bruxelas.
Comportamento:Supertranqüilo, raramente late, extremamente dócil e amoroso chega a ser delicado ao brincar, gosta de carinho e é muito afetuoso; vive bem em pequenos espaços.
Cuidados especiais: Banhos quinzenais.


Lhasa Apso


Características físicas: Bem balanceado, robusto com pelagem abundante. Pelagem externa longa, reta, pesada, áspera. Nem lanosa,
nem sedosa. Subpêlo moderado. Altura ideal na cernelha de 25, 4 cm para os machos; fêmeas ligeiramente menores. Todas as cores são igualmente aceitas.

Comportamento: Por ser originalmente um cão sentinela, que vivia nos
mosteiros do Tibete, ele é cauteloso com estranhos. Por isso dizem que se trata de um cão reservado. Além disso ele é tranqüilo e jamais impertinente; estável e alegre.
Particularidades: O Lhasa é um cão independente e se adapta muito bem a apartamentos e a ficar sozinho por períodos.
Cuidados especiais: Para a manutenção da pelagem, escovações diárias, banhos semanais, hidratações quinzenais e alimentação bem balanceada.


Maltês


Características físicas: Só na cor branca. De pigmentação preta nos olhos, pálpebras, almofadas e nariz. Orelhas caídas, pelagem sedosa e longa. Cão de pequeno porte, até 4 kg.
Comportamento: Brincalhão, atencioso, vivaz, sempre apegado aos donos. Aceita perfeitamente a companhia das crianças e idosos. Um pequeno espaço é o suficiente para que ele gaste sua energia.
Particularidades: afetuoso, desconfiado, inteligência moderada.
Cuidados especiais: Banho uma vez por semana e escovação diária.


Pastor de Shetland
Características físicas: cão de trabalho de pêlos longos (machos com 37 cm de cernelha; fêmeas com 35,5 cm, com uma tolerância de 2,5 cm, pelagem dupla). É tão harmonioso que nenhuma parte de seu corpo é desproporcional ao todo. A pelagem da juba e do antepeito é farta e a cabeça bem esculpida.
Particularidades: Cão companheiro, convive bem quando o dono está presente e, quando não está, fica sozinho sem maiores problemas.
Cuidados especiais: Manutenção da pelagem - escovação diária e banhos semanais.


Pequinês
Características físicas: Cão pequeno, compacto, com grande dignidade, pelagem exuberante e aspecto leonino. Todas as cores são admitidas, exceto fígado e albino.
Comportamento: Vivaz, leal, alegre, vive bem em pequenos espaços. Não tolera muitos exercícios físicos e passeios longos.
Particularidades: Expressão alerta e inteligente, amoroso, dócil, cabeça maciça de conformação quadrada, com a trufa posicionada praticamente na linha dos olhos.
Cuidados especiais: Escovação semanal, banhos não tão freqüentes, atenção especial à ruga (em forma de “V” invertido em cima da trufa) e aos olhos. Não suporta calor excessivo.


Pinscher
Características físicas: Sua construção elegante e quadrada é nitidamente visível. Cores: avermelhado (cor de corça), avermelhado – marrom até vermelho escuro e Black And Tan (preto e canela).
Comportamento: Vivo, temperamental, seguro e equilibrado. Tudo isso faz dele um agradável cão de família.
Particularidades: O Pinscher Miniatura é um trotador. A movimentação é harmoniosa, segura poderosa e desinibida. Altura na cernelha – machos e fêmeas 25 a 30 cm. Peso: 4 a 6 kg.
Cuidados especiais: Banhos semanais.


Poodle
Características físicas: Pelagem longa, crespa e densa. Possui 4 variedades de tamanho: Toy (abaixo de 28 cm de altura), Anão (de 28 cm até 35 cm de altura), Médio (de 35 cm até 45 cm), Grande (de 45 cm até 60 cm). Podem ser de 5 cores: branco, preto, cinza, marrom e abricot.
Comportamento: Companheiros, carinhosos e charmosos. Se dão bem com outros animais, crianças e idosos. Muito inteligentes, alertas, fieis e elegantse. São bons cães de guarda.
Particularidades: São considerados cães hipoalergênicos, pois não perdem pêlos e podem ser tosados das mais variadas formas possíveis.
Cuidados especiais: Manutenção da pelagem, banhos semanais e tosas mensais para manter a pelagem sempre limpa e saudável. Deve-se ter cuidado com doenças genéticas comuns à raça, como luxação patelar e displasia coxofemoral.


Pug
Características físicas: Decididamente quadrado e massudo, como mostra sua forma. Cores: abricot, silver e preto.
Comportamento: Charmoso, inteligente, equilibrado e muito companheiro. Ama crianças e idosos.
Particularidades: Cabeça larga e redonda, rugas claramente definidas e muito bem marcadas em preto, fazendo um diamante na testa, focinho e orelhas (Pugs na cor abricot). Cauda: em espiral (enrolada tão firmemente quanto possível sobre a anca). Peso: 6,3 kg a 8,1 kg.
Cuidados especiais:Banhos semanais e higiene nas rugas.


Schnauzer Miniatura
Características físicas: É um cão tem aparência forte, compacta e elegante, com sua barba e sobrancelhas ressaltadas pelo corte da pelagem do crânio, orelhas e do corpo. Tem pêlo duro e que não deve ser ondulado. Pode ter quatro cores: sal e pimenta (cor de impressão cinza, pois nos fios tem a mescla do branco e do preto); os pretos; os pretos e prata e os brancos
Comportamento: Dominadores do espaço físico e muito inteligentes; têm aptidão para o aprendizado. Também podem ficar quietos, mas acompanham bem passeios e brincadeiras, bem como atividades de agility e brincadeiras na água. Podem viver em apartamento e gostam das crianças.
Particularidades: Não mudam de pelagem, têm pouco odor e não babam, sendo extremamente limpos.
Cuidados especiais: Precisam que a tosa seja feita em torno de 4 vezes ao ano. Para manter o pêlo duro, eles necessitam do “stripping”, que ajuda nas melhores condições da pele, pois é onde têm certa sensibilidade.


Scottish Terrier
Características físicas: Cão atarracado e de pernas curtas, de pelagem dura e orelhas eretas. Apresenta-se nas cores: preta, brindle (tigrado) e trigo.
Comportamento: Extremamente alegre, não tem tempo feio para esta raça, de um bom humor incrível com seus donos. Está sempre disposto e alegre, gosta de chamar a atenção de crianças e idosos; vive bem em pequenos espaços.
Particularidades: Cão bem rústico, amoroso, dócil, alegre, cheio de vida, sempre animado e carinhoso.
Cuidados especiais: Banhos semanais e manutenção do corte da raça.

Shi Tzu
Características físicas: Cão de pequeno porte. Peso: de 4,5 a 7,5 kg. Pelagem longa, densa, com subpêlo, reta e muito pouco ondulada. Todas as cores são permitidas.
Comportamento: Dócil, amoroso, alegre, ousado, disposto e ingênuo. Vive bem em pequenos espaços. Se dá bem com crianças e idosos.
Particularidades: Cão de companhia. Charmoso, originário da China Ocidental. O Shih Tzu erai um cão de companhia em casas nobres.
Cuidados especiais: Escovação semanal e banhos.


Spitz Alemão Anão
Características físicas: Cão de pequeno porte, que deve medir entre 18 e 22 cm de altura, pelagem abundante, orelhas pequenas e eretas e cauda posta sobre o dorso.
Comportamento:Extremamente dócil e independente, amigo apaixonado e sempre disposto a brincadeiras.
Particularidades: Muito limpos e higiênicos, se adaptam muito bem a outras raças.
Cuidados especiais: Apesar de exuberante, sua pelagem não requer uma manutenção muito trabalhosa: escovações semanais com escova de pinos e banhos a cada 2 ou 3 semanas são suficientes para manter a pelagem sempre saudável.


Terrier Brasileiro
Características físicas: Cão de porte pequeno, mede até 40 cm de cernelha, com três pelagens principais : tricolor de preto, tricolor de fígado e tricolor de azul. Pêlo curto, liso, rabo cortado ou anuro.
Comportamento: Temperamento
ativo, brincalhão, esperto, atento e muito valente (não tem noção de seu tamanho); escolhe um dono e o segue e obedece a qualquer preço; excelente guardião, ótimo caçador, adora todos da casa, porém é arredio com estranhos; fiel companheiro, não tem cheiro ruim e aprende fácil o local de fazer suas necessidades. É ótima companhia para idosos e crianças, pois é muito paciente. Vive muito bem em ambientes pequenos.
Cuidados especiais: Escovação semanal e banhos.


Volpino Italiano
Características físicas: Pequeno,
pelagem densa, orelhas eretas. Apresenta-se na cor branca.
Comportamento: Cão extremamente alegre. Sempre com humor incrível com seus donos, está sempre disposto e alegre, gosta de chamar a atenção. Bom para crianças e idosos, vive bem em pequenos espaços.
Particularidades: Cão de companhia muito charmoso. Era idolatrado nos palácios dos nobres na época do Império Romano. Amoroso, dócil, alegre, cheio de vida, sempre animado e carinhoso.
Cuidados especiais: Banhos 2 vezes por mês.


West Highland White Terrier
Características físicas: De pelagem comprida, orelhas eretas e pequenas, cauda também pequena. Apresenta-se na cor branca.
Comportamento: Muito alegre, não tem tempo ruim para esta raça, de um bom humor incrível com seus donos, está sempre disposto e alegre, gosta de chamar a atenção. Bom para crianças e idosos, vive bem em pequenos espaços.
Particularidades: Bem rústico,
amoroso, dócil, alegre, cheio de vida, inteligente, cativante, sempre animado e carinhoso.
Cuidados especiais: Banhos mensais e manutenção do corte da raça.


Yorkshire Terrier


Características físicas: Pêlo longo, brilhante e sedoso, é um cão pequeno, pesando até 3.150 kg. Cores: azul aço escuro (nunca azul prateado) e canela.
Comportamento: Alegre, cheio de vida, superinteligente, cão nobre, de colo, indicado para crianças e idosos. Vive super bem em espaços pequenos.
Particularidades: Cão muito companheiro, convive bem quando o dono está presente e, quando não está, fica sozinho sem maiores problemas. Gosta de colo e da companhia dos donos.
Cuidados especiais: escovação diária e banhos semanais


Fonte: Revista Pequenos Cães

Mascote do Dia: Mastino Napoletano

quinta-feira, agosto 18, 2011









Napole, cidade italiana, encravada na região da Campânia, é banhada pelo Mar Tirreno e no verão ostenta um dos céus mais azuis do país. A máfia italiana, porém, a vê com bons olhos não pelo excelente clima, mas sim por ser o berço da Camorra - um dos ramos mais importantes, eficientes e lucrativos da família - e também de Al Capone, o lendário gângster que enriqueceu sob os auspícios da Lei Seca nos EUA dos anos 30. Nada mais natural que o Mastino Napoletano, em 1946, depois de anos quase extinto, ressurgisse em Napole. Seu arrebatamento, força física e apego à família são traços típicos das terras napolitanas.
A espessa névoa do tempo encobre as origens mais remotas do Mastim, ou Mastino Napoletano, como preferem seus criadores mais ortodoxos. Há muitas hipóteses para seu surgimento, todas passíveis de crédito. Alguns afirmam que ele seria descendente dos cães que Alexandre, o Grande, conheceu na Grécia e logo trouxe a Roma. Outros sustentam que seria descendente direto dos molossos romanos, usados nas guerras contra os exércitos inimigos. Ainda há quem credite sua ascendência ao cruzamento entre os molossos romanos e os "Pugnaces Britannie", trazidos da Inglaterra pelos soldados romanos.
Por último há a possibilidade de ter sido trazido ao Mediterrâneo em navios fenícios, há milênios. Estas suposições têm em comum a crença que o progenitor do Mastino seria um cão de características molossóicas que viveu no Tibete. Porém, alguns estudiosos discordam desta linha de raciocínio e investigam o passado do Mastim em cães europeus.
Se a origem é indefinida ainda, a época da aparição está bem registrada por Columela, um grande orador da Roma antiga: "o cão guardião da casa deve ser preto, ou escuro, para atemorizar o ladrão de dia e poder atacá-lo à noite, sem ser visto. A cabeça é tão importante que se apresenta como a parte mais importante do corpo, as orelhas são caídas e pendem para a frente..."
Além de ser usado para guarda, seu trabalho junto ao Exército era importantíssimo. Como as lutas eram corpo-a-corpo, a investida de centenas destes cães - cada soldado romano possuía um exemplar - representava muitas baixas no exército inimigo. Foi usado também para diversão do público em lutas contra touros nas arenas. Há algumas indicações de ter sido utilizado também para sacrifício de cristãos. Para Enrico Furio Dominici, em Florianópolis - SC, um italiano criador de Mastins há 16 anos, esse uso da raça não aconteceu, "o Mastim nunca foi usado para matar cristãos, eles só atacam para defender o dono e seu território. Já vi alguns filmes americanos que mostram esse absurdo. Em Roma, no Coliseu, os cristãos eram devorados por leões. Qualquer um que visite o Coliseu poderá comprovar isso, junto aos guias turísticos.
O tempo passou, mas o Mastim manteve suas Características desenvolvidas na região da Campânia: Durante a 2ª Guerra Mundial, muitos exemplares morreram.
A fome se abateu sobre todos e não havia alimentação para o pesado Mastim, que consome em média 2,5 kg de comida por dia.
Em 1946, ressurgiram oito belos exemplares na 1ª Exposição Canina em Napole. Estes cães despertaram o interesse do escritor Piero Scanziani. Ele criou e selecionou os melhores exemplares para, finalmente, em 1949, conseguir junto ao E.N.C.I. (Ente Nazionale Cinofilo Italiano) o reconhecimento oficial da raça. Em 1971, a mesma entidade fixou definitivamente o padrão da raça. Hoje em dia, é criado em todo o mundo, e sua procura nos países europeus é grande. Sua larga aceitação deve-se ao fato de ser exímio cão de guarda, que prescinde de qualquer adestramento, pois segundo Enrico Dominici, "ele é guarda há 2 mil anos, já aprendeu a fazer isto muito bem".



 
Pollyanna (4 meses) - Prop. Dra. Auri Bruno

Como ele age na guarda
As vezes a gente fica observando-o de longe, imaginando o que estará pensando, sozinho no quintal, com aquele ar de superioridade. Imponente, grande, forte, corajoso, feio e ao mesmo tempo lindo, movimentação segura, tranqüila... parece um marechal!
Falando de seus cães com muito entusiasmo, Eduardo M. Maranhão, de Catanduva - SP, explica que o Mastino tem até uma estratégia de guarda, como a de um marechal mesmo: "Ele se senta numa posição estratégica, num local de onda possa observar toda a movimentação de pessoas dentro e fora da casa, como se fosse ele o responsável único e absoluto por tudo e pela resolução de todos os problemas".
Para delimitar o território que lhe será destinado à guarda, ele fareja todo o local durante os dois primeiros dias, marca os cantos com urina, circula sem correr pelo ambiente ao qual se apega em demasia - informações confirmadas por todos os criadores consultados. Esse grande apego ao dono e ao seu território, faz com que o Mastino demonstre uma profunda aversão à estranhos. "Quando chego em casa, com o carro, minha cadela praticamente me revista e, se tiver pessoa estranha dentro do carro, ela fica muito desconfiada", afirma Aníbal Rebequi Pereira, de Bragança Paulista, SP, descrevendo o comportamento de sua fêmea em relação à estranhos. "É um cão que age silenciosamente. Quase não late, vai de mansinho e ataca pulando sobre a pessoa", conta Roseli Pereira, esposa de Aníbal, que também lida diariamente com os cães. Ela conta que, a algum tempo, quando a casa do vizinho estava em construção, havia alguns pedreiros que trabalharam lá durante meses, ficando por isso conhecidos até pelos cães, embora nunca tenham passado do muro para dentro de sua residência. Certa vez, deixaram cair uma ferramenta no seu quintal e um dos pedreiros, julgando que não havia perigo, pulou para lá para pegar o objeto. "Bastou ele pular o muro para que a cadela, sentada à porta da cozinha, atenta a tudo, saísse correndo, sem latir, para pegá-lo. A sorte é que ele percebeu e voltou logo para o outro lado. Se ela tivesse alcançado, poderia machucá-lo muito e até tê-lo matado". De fato, não teria sido difícil que a suposição de Roseli se concretizasse, principalmente graças ao tamanho, peso e força excepcionais, aliados a uma forma certeira de ataque. "O Mastino nunca vai morder a perna de alguém. Ele pula no rosto da pessoa, buscando seu pescoço, já com intenção de matar", afirma Aníbal, que já teve oportunidade de constatar isso assistindo a um treinamento de ataque. "Mas não é um cão de má índole", segundo Maranhão, que explica que, "pelo contrário, é até muito amoroso com os donos. Meus cães querem sempre ficar em volta da gente, recebendo carinho, brincando". "E são até muito afáveis com crianças", acrescenta o criador João Carlos Marinoni, de Curitiba, PR, fato também comprovado por Aníbal, quando do nascimento de seu filho: "Ele não teve ciúmes do nenê, queria ficar junto do carrinho, tomando conta dele".
Uma característica do Mastino Napoletano é a expressão de ferocidade que assume quando se vê na incumbência de defender seu dono. "A expressão é aterradora. Ele levanta a cabeça e as orelhas, fica imponente, retesa os músculos, os olhos ficam mais brilhantes, e conforme a tensão aumenta, ficam mais vermelhos devido ao aumento do fluxo de sangue", afirma Marinoni.
"Parece mais um animal selvagem", acrescenta Maranhão, "mostra os dentes, começa a urrar, enruga a testa e os olhos brilham de maneira impressionante. Todo mundo se assusta só com a expressão dele".
Quanto ao ataque, Marinoni explica por fases: quando da aproximação de um estranho, primeiramente, ele fica alerta e tende a rosnar. Se a pessoa se aproximar mais, ele se "arma" para o ataque. Se estiver deitado, ou sentado, se levanta, prepara os músculos para o ataque, retesando-os. Se a pessoa insistir em avançar no território, ele salta sobre ele e a derruba, sendo capaz de machucá-la muito devido a seu peso.
Outro fator que contribui bastante para a eficiência deste cão é a sua mordedura muito possante. Içan Samaur, de São Paulo, SP, relata que "durante o ataque, ele pega a presa e não a solta; segura até rasgar a vítima. Pega a presa e a chacoalha, não a soltando mais. E se derrubar a pessoa, ele sai arrastando-a". Içan já viu isto acontecer em treinamento. "O cão pega no braço do treinador e não o larga", afirma ele. A forte mordedura do Mastino é algo que seus criadores podem comprovar facilmente. Maranhão tem um cão chamado Barone, de 2 anos e 70 quilos. Numa brincadeira que costuma fazer, Eduardo enrola um pano, segura-o em uma das extremidades, enquanto Barone morde a outra. Então ele o gira em torno de si. Barone consegue se sustentar no ar com todo o seu peso sem o menor prejuízo para os seus dentes. Aníbal Pereira, por sua vez, conta que costuma dar ossos de boi para sua cadela e que esta os tritura em segundos, sem muita dificuldade. "outro dia, dei um osso de vaca para a minha cadela, e ela, sem esforço, quebrou-o inteiro e comeu. Acho que se ela morder uma pessoa, poderá deixá-la seriamente machucada".
De modo geral, o Mastino não se assusta com tiros, fogos de artifício e trovões, entre outros ruídos - pelo menos no dizer de seus criadores. Aníbal Pereira teve até oportunidade de comprovar esse fato. Já atirou perto de seus cães com um revólver calibre 38. No sítio, ele treina tiro ao alvo. "Pode-se atirar o quanto quiser, que ele não liga, não se amedronta". Porém, Eduardo M. Maranhão acredita que o medo de tiros ou outros ruídos não pode ser atribuído a essa ou àquela raça. "Tudo depende do condicionamento do cão". Ele conta que já levou sua cadela a uma exposição no qual houve uma prova de tiro. Ele recorda que ela ficou alerta, mas não com medo. "Em relação à relâmpagos e trovões, existe uma regra para todos os cães - por herança ou significado genético - de "procurar abrigo", diz ele. Marinoni, por sua vez, afirma que seus cães não demonstram o menor temor a relâmpagos ou trovões e que nestas ocasiões, eles latem ostensivamente.
No carro, na calçada, ou em qualquer outro local a ser guardado, o comportamento do Mastino parece ser o mesmo. Quando um estranho se aproxima, ele fica alerta, rosna, arma-se para o ataque, mas se contém se receber um comando em contrário do dono, segundo afirmação dos criadores. O carro é defendido como se fosse uma continuação da casa, ou como propriedade do próprio cão. No passeio, que ninguém se atreva a botar a mão em sua cabeça e muito menos a fazer qualquer gesto mais brusco, pois ele reage violentamente. Essa é uma característica que Maranhão faz questão de conservar para que o cão "nunca abra a guarda a ninguém", porque acredita que se permitir que alguém o agrade, mais tarde um estranho poderá persuadi-lo.
Maranhão alerta: "Todo proprietário de Mastino deve ter consciência de que não pode deixar seu cão absolutamente à vontade, sem domínio sobre ele, pois quando um Mastino parte para um ataque, é muito difícil fazê-lo parar. Deve-se evitar o ataque, impedindo o cão no momento em que ele se prepara para tal. Até então, será possível refreá-lo". Tempos atrás, a mãe de Eduardo, que mora em São Paulo, foi passar uns dias em sua casa em Catanduva. Saiu para passear pela cidade com uma amiga. Na volta, ela abriu o portão e foi entrando à vontade. A despeito da convivência que teve com os cães durante 15 dias, eles não se fizeram de rogados e saíram em sua direção. "Eu dei ordem para eles pararem e eles imediatamente obedeceram", lembra Eduardo. Marinoni afirma que seus Mastinos, mesmo sem terem sidos treinados, são extremamente obedientes. "Se você os soltar do canil durante dois ou três minutos e em seguida der-lhes uma ordem de retorno imediato, eles voltarão sem criar problemas, não resistem à ordens".
"Cão de guarda por excelência". Quem comprova essa afirmação é Maranhão. Ele conta que, um conhecido seu, que morava em Goiânia, saiu para fazer cooper em companhia de seu cão e em dado momento, distanciou-se dele mais ou menos 20 metros. Na ocasião, um desconhecido tentou assaltá-lo e o cão, mesmo de longe, percebeu a situação ameaçadora que envolvia seu dono. Correu e atacou o assaltante, machucando-o muito. O mais interessante é que esse cachorro conhecia muitas pessoas na cidade e nunca avançava em ninguém justamente por esse motivo, mas foi capaz de perceber que seu dono vivia uma situação de perigo. Eduardo conta que esse cão acabou morrendo envenenado e acredita que foi mesmo por "vingança do assaltante". "Mas não foi fácil matá-lo. Esse não comia nada fora de seu comedouro e a pessoa que o envenenou teve de colocar o alimento ali. Caso contrário, não o conseguiria".
O Mastino Napoletano é um cão bastante ágil, considerando-se que é bastante pesado - pesa de 55 à 85 Kg. Segundo seus criadores, embora tenha aparência de "molenga" (devido à pele solta), ele é capaz de saltar a uma altura de 1,5 m. aproximadamente. Fazer amizade com um Mastino é uma empreitada muito difícil. "Antes de abrir os olhos (quando nascem), os filhotinhos já avançam na mão da gente. Com 20 ou 30 dias, eles começam a fazer "reconhecimento das pessoas". É possível fazer amizade com ele até os 8 meses, no máximo até um ano de idade. A partir daí, é muito difícil", afirma Aníbal Pereira. Quem conseguir ter um amigo Mastino "terá um companheiro devotado, de exclusiva confiança e que nunca vai deixá-lo numa situação de perigo". Esta é a opinião de Eduardo M. Maranhão, que acredita estar 100% seguro com seus cães "Eles parecem que dão a vida pela gente", conclui.

Padrão oficial da raça
CBKC nº 197a de 11/04/94.
FCI nº 197f de 19/11/91.
País de Origem:Itália (Napole)
Nome no país de origem: Mastino Napoletano
Aparência Geral: de porte grande e conformação de um broquimorfocujo comprimento do tronco é maior que a altura na cernelha.
Proporções importantes:
Altura na cernelha: 
machos de 65 a 73* cm.; fêmeas de 60 a 68 cm. (* o clube especializado da raça na Itália diz que a medida 73 cm. para machos está errada, valendo os dados do item Talhe).
Comprimento do tronco: 10% maior que a altura na cernelha.
Cabeça: 30% da altura, aproximadamente.
Relação crânio-focinho: 2 por 1
Comportamento e caráter: caráter firme, leal, sem ser mordaz ou agressivo injustificadamente, defensor da propriedade e das pessoas assumindo sempre um comportamento vigilante, inteligente, nobre e majestoso.
Cabeça: braquicefálica, massuda, com o crânio largo na altura dos zigomas, seu comprimento total atinge cerca de 30% da altura na cernelha. Pele abundante com rugas e pregas, das quais, partindo do canto distal externo da pálpebra, surge uma prega típica e bem marcada indo até a comissura labial. As linhas superiores do crânio e do focinho são paralelas.
Crânio: largo e achatado, particularmente entre as orelhas e ligeiramente convexo na região anterior. As arcadas zigomáticas são muito pronunciadas, mas com músculos planos. A largura é maior que 50% do comprimento total da cabeça. As arcadas superciliares são muito desenvolvidas, a sutura metópica é marcada, a apófise occipital apenas marcada.
Região Facial:
Trufa: 
sobre a mesma linha da cana nasal sem projetar-se além da linha anterior dos lábios; deve ser volumosa com narinas grandes e bem abertas. A pigmentação acompanha a da pelagem: preta nos exemplares pretos, escura nos de outras cores e marrom nos de pelagem mogno.
Focinho: muito largo e profundo, seu comprimento corresponde ao da cana nasal, sendo próximo a 33% do comprimento total da cabeça. As faces laterais são paralelas, de maneira que, visto de frente, dá ao focinho uma forma, praticamente, quadrada.
Lábios: de pele pesada, espessa e abundante. Visto de frente, os lábios formam um "V" invertido. A linha inferior do focinho é formada pelo contorno do lábio superior. Sendo o ponto mais baixo a comissura labial, situada na vertical do canto externo do olho, com as mucosas visíveis.
Maxilares: forte, com ossos mandibulares bem robustos e arcadas dentárias perfeitamente encaixadas. A mandíbula deve ser bem larga com incisivos alinhados.
Dentes: brancos, bem desenvolvidos, regularmente alinhados e numericamente completos. Os incisivos do maxilar tocam com sua face posterior , a face anterior dos incisivos da mandíbula (mordedura em tesoura).
Olhos: de inserção frontal, bem afastados e ligeiramente aprofundados, com o contorno das pálpebras tendendo ao redondo. A cor da íris acompanha a cor da pelagem.
Orelhas: em relação do talhe do cão, são pequenas, de formato triangular, inseridas acima das arcadas zigomáticas. Quando inteiras, são achatadas e portadas pendentes e rente às faces, quando operadas formam um triângulo quase equilátero.
Pescoço:
Perfil: linha superior levemente arqueada.
Comprimento: em torno de 28% da altura da cernelha.
Forma: de tronco de cone e bem musculado, o perímetro, na metade do seu comprimento, é igual a 80% da altura na cernelha.
Pele: a linha inferior do pescoço é rica em peles soltas que formam uma barbela dupla, menos abundante, começa logo atrás da mandíbula e termina na metade do comprimento do pescoço.
Tronco: o comprimento do tronco ultrapassa a altura da cernelha em 10%.
Linha superior: a linha superior do dorso é reta, onde a cernelha se apresenta larga, longa e não muito elevada.
Dorso: largo de comprimento em torno de 33% da altura da cernelha. A região lombar deve fundir-se harmoniosamente com o dorso, pela musculatura de largura bem desenvolvida. Caixa torácica ampla, com costelas longas e bem arqueadas. O perímetro torácico ultrapassa em 25% a altura na cernelha (altura + 25%).
Garupa: larga, robusta e bem musculada. Com angulação em torno de 30°. Comprimento igual a 30% da altura na cernelha. Ancas proeminentes a ponto de alcançar a linha superior do lombo.
Peito: largo, amplo com os músculos peitorais bem desenvolvidos. A largura está em relação direta com a do tórax atingindo os 40% a 45% da altura na cernelha. A ponta do esterno está situada no mesmo nível da ponta do ombro.
Cauda: com base larga, grossa na raiz; robusta, adelgando-se ligeiramente, para a ponta. O comprimento atinge o nível dos jarretes. Amputada, a cerca de 66% do seu comprimento, portanto permanece cerca de 33%. Em repouso é portada pendente e em cimitarra; em movimento, eleva-se até a horizontal, ou um pouco mais do alto do dorso.
Membros anteriores: em conjunto, os aprumos vistos de qualquer ângulo são verticais com uma ossatura robusta e bem proporcionada.
Ombros: de comprimento em torno de 30% da altura na cernelha fazendo um ângulo de 50º a 60º com a horizontal. A musculatura é bem desenvolvida com músculos longos e bem contornados. O ângulo da articulação escápulo-humeral é de 105° a 115°.
Cotovelos: abundantemente revestidos por uma pele frouxa, trabalhando moderadamente ajustados à parede torácica.
Antebraços: de comprimento quase igual ao do braço em posição perfeitamente vertical, dotado de uma ossatura robusta e de uma musculatura seca e bem desenvolvida.
Carpo: articulado na vertical do antebraço, bem largo, seco e liso.
Metacarpo: chato, articulado no prumo do antebraço. Inclinado em torno de 70° a 75° com a horizontal. De comprimento aproximado de 16,5% do comprimento do membro, do solo ao cotovelo.
Pata: redonda, volumosa, com os dedos bem arqueados e bem fechados. Almofadas plantares secas, solas duras e bem pigmentadas. Unhas fortes, recurvadas e escuras.
Membros posteriores: no conjunto são robustos e poderosos, cuja proporção assegura a propulsão necessária ao movimento.
Coxa: medindo 33% da altura na cernelha fazendo um ângulo em torno de 60° com a horizontal. Larga com músculos grossos e proeminentes, claramente evidenciados. Angulação coxo-femoral é de 90°.
Pernas: de comprimento um pouco inferior ao da coxa e anguladas de 50° a 55°, dotada de robusta ossatura em musculatura bem modelada.
Joelhos: angulação femoro-tibial em torno de 110° a 115°.
Jarretes: bem longos em relação às pernas, de comprimento igual a 25% da altura na cernelha; angulação tibio-tarsiana em torno de 140° a 145°.
Metatarso: robusto e seco, de forma quase cilíndrica; e perfeitamente a prumo. De comprimento em torno de 25% da altura na cernelha. Ergôs, eventualmente presentes deverão ser amputados.
Pata: menor que a dos anteriores, redondas, com dedos fechados. Almofadas plantares secas, duras e pigmentadas. Unhas fortes, recurvadas e escuras.
Movimentação: constitui uma das características típicas da raça. O passo é indolente, lento, semelhante ao do urso. O trote é caracterizado por uma forte propulsão dos posteriores e um bom alcance dos anteriores. O Mastino Napoletano raramente galopa. Andadura preferida: passo e trote. O chouto é tolerado.
Pele: espessa, abundante e solta em todo o corpo, particularmente na cabeça onde desenha numerosas pregas ou rugas, e na linha inferior do pescoço, aonde forma barbela.
Pelo: brilhante, denso; todos de igual comprimento, no máximo 1,5 cm., uniformemente liso e fino. Sem apresentar qualquer início de franja.
Cor: de preferência cinza, cinza-chumbo e preto, com eventuais pequenas manchas brancas no centro do antepeito e na ponta dos dedos como também, mogno, fulvo e fulvo-avermelhado (cervo). Todas as cores podem ser tigradas. O avelã, cor de rola (rolinha) e isabela.
Talhe: altura na cernelha: machos de 65 a 75 cm. e fêmeas de 60 a 68 cm., com uma tolerância de mais ou menos 02 cm.
Peso: machos de 60 a 70 quilos; fêmeas de 50 a 60 quilos.
* Nota: os machos devem apresentar dois testículos de aparência normal, bem desenvolvidos e acomodados na bolsa escrotal.
Faltas: qualquer desvio dos termos deste padrão deve ser considerado como falta e penalizado na exata proporção da sua gravidade.
Faltas que desqualificam para o julgamento: (no exame preliminar): prognatismo pronunciado (inferior); cauda enrolada; altura fora dos limites tolerados.
Desqualificações:
1. retrognatismo (prognatismo superior).
2. convergência ou divergência acentuada das linhas crânio e focinho.
3. cana nasal côncava ou muito arqueada.
4. despigmentação total da trufa.
5. despigmentação total da orla das duas pálpebras.
6. estrabismo bilateral.
7. ausência de rugas, pregas ou barbelas.
8. monorquidismo, criptorquidismo.
9. anurismo (ausência de cauda), braquiurismo (cauda curta); congênito ou adquirido.
10. manchas brancas muito extensas.
11. manchas brancas na cabeça. 














Fonte: Saúde Animal

Mascote do Dia: Foxhound Inglês

terça-feira, agosto 16, 2011




RESUMO HISTÓRICO: o Foxhound Inglês foi criado através de linhas de sangue

cautelosamente escolhidas há mais de 200 anos. O livro de origens publicado pela

Associação dos Mestres dos Foxhounds da Inglaterra tem data anterior ao ano de

1800; era muito fácil para qualquer proprietário de um Foxhound Inglês traçar seu

pedigree até essa época. A criação de Foxhound na Inglaterra sempre esteve e ainda

está nas mãos dos Mestres dos Foxhounds, que sempre mantiveram atenciosamente

os registros mais cuidadosos das operações de suas criações. A FCI reconheceu a

raça em 1964. Recentemente, o Kennel Club da Inglaterra publicou um padrão

provisório para o Foxhound. Há mais de 350 matilhas de Foxhounds na Grã-Bretanha.

APARÊNCIA GERAL: bem balanceado, poderoso e de contornos bem definidos.

COMPORTAMENTO / TEMPERAMENTO: vigoroso e resistente, habilidade

natural para a caça. Amigável e não agressivo.

CABEÇA: bem balanceada.

REGIÃO CRANIANA
Crânio: plano, de largura média.

Stop: ligeiro.

REGIÃO FACIAL

Trufa: narinas largas.

Focinho: longo e quadrado.

Lábios: moderadamente desenvolvidos.

Maxilares / Dentes: maxilares fortes com uma regular e perfeita mordedura em tesoura.

Olhos: tamanho médio; avelã ou marrom. Expressão aguda.

Orelhas: pendentes, portadas rentes à cabeça; inseridas altas.

PESCOÇO: longo, ligeiramente arqueado, bem desenvolvido sem ser grosseiro.



TRONCO

Dorso: largo e plano.

Lombo: forte.

Peito: profundo; costelas bem arqueadas.

CAUDA: inserida bem alta. Portada alegremente, mas nunca enrolada sobre o dorso.

MEMBROS
Anteriores: pernas dianteiras longas, retas e de boa ossatura até os pés.

Ombros: bem angulados, musculosos, sem serem carregados.

Metacarpos: fortes.

Posteriores: poderosos e musculosos; de boa ossatura até os pés.

Joelhos: bem angulados.

Jarretes: bem descidos.

Patas: redondas, fechadas e fortes, com boas almofadas. Unhas fortes. Ergôs opcional.

MOVIMENTAÇÃO: passadas livres; incansável no que diz respeito à habilidade

para galopar. Boa propulsão dos posteriores sem nenhuma indicação de oscilação

PELAGEM

Pêlo: curto e denso. À prova de intempéries.

COR: qualquer cor e marcação reconhecida nos cães de caça.

TAMANHO

altura na cernelha, aproximadamente, 58 a 64 cm.









Foxhound Inglês - Crédito: http://www.flickr.com/photos/smithysteads/950967378/


Foxhound Inglês - Crédito: http://www.flickr.com/photos/saskya/840174884/


Foxhound Inglês - Crédito: http://www.flickr.com/photos/strawberriecake/2297228130/




Fonte: CONFEDERAÇÃO  BRASILEIRA  DE  CINOFILIA

domingo, agosto 14, 2011


Jack Russel Terrier foi desenvolvido pelo Reverendo John Russel, na metade do século XIX com o objetivo de criar um cão que fosse simplesmente imbatível na caça à raposa. Para isso, o reverendo partiu de sua cadela Trump e, através de acasalamentos com beagles e outras raças, chegou ao seu ideal para um cão de caça: um cão compacto, forte, destemido, com uma coloração adequada e grande inteligência.
Outros entusiastas da raça continuaram o trabalho do Reverendo John Russel, dando ênfase às habilidades dos cães para a caça e não tanto aos detalhes de conformação e até hoje, os criadores, especialmente aqueles filiados ao Jack Russell Club da América, defendem a teoria de que para o Jack Russel não é importante que seja reconhecido nas competições de beleza e conformação, porque isso poderia fazer com que a criação deixasse de selecionar cães com a aptidão e temperamentos adequados para a função e, eventualmente, poderiam selecionar cães apenas pelo padrão de beleza. A pouca importância dada pelos criadores da raça manifesta-se no reconhecimento bastante tardio do Jack Russel pelas entidades internacionais. A FCI só reconheceu a raça em 1991, a partir do reconhecimento do The Kennel Club que reconheceu a raça em 1990 e publicou um padrão oficial provisório com o nome de Parson Jack Russell Terrier.
Para controlar a criação e não deixar que a raça se perca, os clubes especializados exercem um controle mais rigoroso. Nos Estados Unidos, por exemplo, o Jack Russell Club da América - JRCA - regula a criação e controla os registros dos filhotes que recebem seu pedigree ao nascer, mas só podem ser registrado em definitovo após completarem 1 anos de idade. Nesta época os cães são avaliados novamente e passam, por um exame veterinário para atestar a inexistência de possíveis doenças ou características indesejáveis na raça que possam ser transmitidas geneticamente para os futuros filhotes. Se o cão não passar no exame médico, ou falhar na sua conformação de trabalho, ele ainda pode conseguir seu registro junto ao JRCA, mas apenas se ele for castrado.
Para manter as melhores qualidades da raça, o clube promove, anualmente, competições de campo, que reúnem os fãs da raça. Essas competições simulam a caça à raposa, com a construção de túneis onde os cães devem entrar. Além disso, ainda participam de corridas com a isca mecânica.
Apesar de terem sido desenvolvidos para a caça em primeiro lugar, o Jack Russel conquistou o reconhecimento mundial por ter sido escolhido como protagonista em diversos filmes e seriados. É a estrela principal de Wishbone, atua como o divertido e temperamental Eddie, no seriado Frasier e, teve uma participação ativa e marcante como Milo, o cão do personagem Máskara. (Leia mais sobre cães no cinema)


O Jack Russel Terrier possui uma personalidade absolutamente definida. São ativos, muito inteligentes e alegres e quase incansáveis. Apesar de tantas qualidades, são também extremamente voluntariosos e podem ser realmente teimosos se não forem educados desde cedo e por um dono experiente.
Apesar de seu tamanho e ao contrário do personagem do seriado, os Jack Russel não são adequados para a vida em apartamento ou casas pequenas porque realmente precisam de espaço para exercícios. Recomenda-se sempre que os quintais sejam devidamente cercados para impedir que eles exerçam uma de suas habilidades - pular obstáculos.
Por sua personalidade forte e seu preparo para trabalhar grandes jornadas, é fundamental que o Jack Russel tenha um dono que se preocupe em impor seus limites a todo custo, sem jamais usar a agressividade. São cães muito resistentes e até em razão de sua função original - a caça das raposas que podem se esconder em tocas nas quais o cão deve entrar - a raça é conhecida por desconhecer o medo e por serem extremamente teimosos e persistentes.
Gostam de cavar o quintal inteiro e sempre haverá um risco grande dele seguir um cheiro novo e se esquecer de voltar quando chamado sem coleira.
Por todas essas características, são cães ideais para quem é ativo e gosta de um desafio. São muito adequados para aqueles que quiserem um companheiro para cooper ou para participar de provas de agility, onde suas qualidades são mais do que bem vindas.


Os filhotes são um poço de energia e de desejo de descobrir o mundo. Por isso é bastante recomendável que participe desde cedo de aulas de obediência para que a convivência seja mais fácil e agradável para todos. Se os cães em geral não devem receber treinamentos monótonos, no caso do Jack Russel essa recomendação é ainda mais importante, uma vez que podem ser facilmente distraídos durante atividades consideradas repetitivas.
Não é o tipo ideal de cachorro para quem não quer, não tem tempo para educá-los ou ainda para quem deseje um cão que possa ficar o tempo todo longe do contato com a família.
É totalmente contra-indicado para pessoas que morem em apartamentos, trabalhem o dia todo fora ou que tenham crianças com menos de 6 ou 8 anos. É bem perigoso também manter um Jack Russel com pequenos animais como gatos e hamsters, afinal, é um caçador nato.
Sua personalidade inquieta vai fazer com que esteja sempre à procura de alguma atividade e, caso não encontrem nada ‘útil’, certamente poderão inventar brincadeiras que nem sempre serão aprovadas pelos donos, como roer móveis ou escavar enormes buracos no jardim.


Existem 3 tipos diferentes de pelo, que podem ocorrer numa mesma ninhada. O pelo liso, curto e mais raro; o pelo duro, longo e espetado; e o "quebrado" que é um tipo intermediário. Em qualquer um dos casos, devem apresentar um mínimo de 51% de coloração branca, podendo apresentar manchas pretas, marrons ou tricolores.

Os Jack Russel são cães muito resistentes, mas possuem alguma propensão a desenvolver alguns problemas específicos como outras raças. Apesar disso, deve-se ter especial atenção para:
  • Doença de V Williebrand - uma deficiência de coagulação sangüinea
  • Epilepsia – pode ser causada por diversos fatores e o tratamento vai variar de acordo com o diagnóstico feito pelo veterinário.
  • Dermatites e eczemas – normalmente causados pelo aparecimento de fungos.




    Fonte: Dog times

Mascote do Dia: Rhodesian Ridgeback

sexta-feira, agosto 12, 2011




O Rhodesian Ridgeback é um cão forte, musculoso e de grande porte. É um cão fácil de ser criado e mantido pois é limpo e obediente. Não é barulhento nem briguento. 
Se necessário é muito ativo e veloz. Mas também é um ótimo companheiro para momentos de relax. È capaz de ficar horas estirado no tapete enquanto o seu dono lê um jornal ou revista. Com crianças é paciente e nunca se mostra agressivo.

A característica mais marcante e que identifica a raça, é o pêlo na linha do dorso crescendo na direção oposta ao restante do corpo (Ridge). A sua altura varia de 61 a 69 cm e o seu peso entre 29 e 39 Kg.


A sua pelagem é curta, densa e brilhante com cor trigo pálido ou fulvo avermelhado. Uma pequena mancha branca no peito e na ponta dos dedos também é aceita.

É conhecido também como African Lion Hound (Hound de Leão Africano). Nativo da África do Sul, ele tem sido criado pelos fazendeiros Boers (nativos descendentes de colonizadores holandeses) para trabalho de caça pesada na mata.


São muito resistentes ao rigor da selva africana onde a temperatura é altíssima durante o dia, caindo abaixo de 0º durante a noite. Conseguem ficar 24 horas ou mais sem beber água.
A raça não foi desenvolvida para matar os animais que caça, mas sim, acuar, intimidar e dominar a presas, sem tocá-las ou agredi-las fisicamente. Esta raça pode desempenhar função de cão farejador, policial e cão de pastoreio.

Por ser de grande porte, o Rhodesian Ridgeback deve ser criado, se possível, em grandes espaços e realizado sessões diárias de exercícios.

Até hoje, se o negócio for correr com o dono, que ele se prepare, pois o Rhodesian Ridgeback além de rápido não se cansa fácil.
Uma outra qualidade do Rhodesian é como um extraordinário "saltador". Chega a saltar mais de 2 m de altura, o que requer cuidado com portões baixos.

É um cão silencioso, não costumando latir por qualquer motivo. Portanto, quando der o alarme, vale a pena verificar.


A sua desconfiança com estranhos é até mencionada no padrão oficial. Se um desconhecido invadir o território de um Rhodesian Ridgeback, ele parte para cima para valer, com um destemor e valentia dignos de quem caça um leão.

Origem e História

Nos séculos XVI e XVII, Holandeses, Alemães e Huguenotes migraram para a África do Sul levando consigo seus cães Dinamarqueses, Mastiffs, Bloodhounds, Terriers, entre outros.

A partir de 1707 a imigração européia ficou fechada por cem anos e isso foi muito favorável para o desenvolvimento do Ridgeback.

Os nativos possuíam uma raça, "Hottentots", que eram cães de caça meio selvagens. Eles tinham uma pelagem muito característica onde os pêlos das costas na linha da coluna formavam uma crista, crescendo para frente, em sentido contrário do restante do corpo.

O cruzamento dos cães trazidos pelos imigrantes com esse nativo deu origem aos atuais Ridgebacks, que supriam as necessidades dos fazendeiros locais.

Os Boers usavam-no na caça de perdizes, de animais de pêlo como lebres, doninhas, entre outros e também na caça de animais de grande porte.

A raça foi reconhecida oficialmente pelo South African Kennel Union, a partir de 1922, graças à paixão, dedicação e a condução de Mr. Francis Richard Barnes.

O nome "Rhodesian Ridgeback" foi atribuído à raça em virtude do cão possuir uma protuberância exatamente na altura da espinha dorsal, em forma de uma pequena cordilheira. Este nome só é encontrado em registros a partir de 1928.







Fonte: Petfriend

Mascote do Dia: Welsh Corgi Pembroke

quinta-feira, agosto 11, 2011



Oriundo do Condado de Pembrokeshire, no País de Gales, o welsh corgi pembroke é originalmente um cão de pastoreio.

Dotados de personalidade agradável e encantadora, com o passar do tempo, os pembrokes se mostraram excelentes cães de companhia. São robustos, ativos e obedientes, ótimos para famílias com crianças.

Adoram a companhia de humanos e são muito inteligentes, ocupando a 11ª colocação do ranking "The Intelligence of Dogs", do autor Stanley Coren. Por esse motivo, costumam responder bem a treinamentos e se destacar em competições de agility e pastoreio.

A raça se adapta bem a uma variedade de estilos de vida. Assim, pode ser mantido em apartamento, desde que lhe seja providenciada uma rotina de exercícios regulares, necessária, inclusive, para mantê-los em forma.


Origem da Raça

Conta a lenda que o welsh corgi pembroke é um cão encantado.

Duas crianças estavam cuidando do rebanho da família nas terras do Rei, quando encontraram dois filhotes que pensaram ser pequenas raposas. As crianças levaram os filhotes para sua casa, lhes foi dito que os cãeszinhos eram presentes das fadas, que os utilizavam como montaria e também para puxar suas carruagens encantadas. Os filhotes cresceram e aprenderam a ajudar seus donos a pastorearem o gado. Corroborando com a lenda, até hoje os corgis levam as marcas das selas das fadas em suas costas.

À parte de toda a lenda, duas são as teorias a respeito do surgimento da raça. De acordo com a primeira delas, desenvolvida por Lloyd Thomas, os ancestrais diretos dos pembrokes foram introduzidos no País de Gales pelos tecelões de Flandres, por volta do ano 1107. Por outro lado, Clifford Hubbard teorizou que sua origem data dos séculos IX e X, época em que os vikings da Escandinávia invadiram o País de Gales.

Certo é que em 1928, a raça foi reconhecida pelo Kennel Clube inglês – The Kennel Club. Já em 1934, recebeu reconhecimento nos Estados Unidos.

Desde então, sua popularidade vem crescendo. Na Europa, especialmente, pela notoriedade de uma de suas maiores admiradoras, a Rainha Elizabeth II. Nos Estados Unidos, atualmente a raça ocupa o 22º lugar no ranking de registros de cães.

Características e cuidados

Os pembrokes são "big dogs in small packages" . São cães carinhosos e, de fato, é de seu temperamento querer agradar e estar na companhia de seus donos o máximo de tempo possível. Assim, o ideal é incluí-los na rotina da família. Eles irão acompanhá-lo em longas caminhadas e em passeios de carro, além de assistir televisão no final do dia.

Entretanto, essa vontade de estar junto não é sinônimo de dependência. Assim, se seus donos forem um casal que trabalha fora, por exemplo, o pembrokeserá feliz contanto que, quando estiverem em casa, o cão não seja deixado do lado de fora e, sempre que possível, participe dos programas e passeios dos finais de semana.

Quanto aos cuidados, costuma-se dizer que são "wash and wear dogs", ou seja, sua manutenção é consideravelmente simples. Basicamente, a alimentação deve ser à base de ração de qualidade (de preferência do tipo super premium). A pelagem deve ser escovada diariamente, para remoção dos pêlos mortos. Da mesma forma, os dentes devem ser limpos com frequência, para se evitar o acúmulo de tártaro. Os banhos pode ser dados quinzenalmente e as unhas devem ser mantidas curtas.







Fonte:welshcorgi.com.br






Design e código feitos por Julie Duarte. A cópia total ou parcial são proibidas, assim como retirar os créditos.
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